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Festival O gestO Orelhudo PERCURSO DO FESTIVAL O percurso que faz a maturidade deste festival remonta a uma primeira edição sem enquadramento legal e sem apoios oficiais, percorre uma segunda edição em que o seu pioneirismo conquista espaço institucional, forçando e conseguindo a criação de concursos de apoio estatal para eventos pluridisciplinares, cuja aplicação no Festival O Gesto Orelhudo vem sendo anualmente reforçada, o que em 2002 garantiu por si só a viabilidade financeira do evento, perante uma estrutura ainda deveras precária da associação promotora, muito por força do ainda também precário apoio da autarquia para com a missão cultural da d'Orfeu e para com a dimensão das suas actividades, de que O Gesto Orelhudo é uma referência supra-local. OBJECTIVOS Se há inúmero trabalho desenvolvido, quer a nível nacional quer a nível internacional, com recomendáveis resultados na fusão da música com o teatro, pecava o país por não ter um festival assumidamente músico-teatral. O Festival O gesto Orelhudo, com brilhantes resultados nas edições já realizadas, em 1999, 2001 e 2002, pretende ser o espaço de excelência de difusão do universo artístico transdisciplinar. Insistiremos na apresentação dos espectáculos que vêm estando na bolsa de programação que mantemos actualizada e que não integraram ainda o programa do festival, por contingências próprias da programação, fossem do foro financeiro, por questões de agenda ou por mera opção programativa. Outras propostas surgem entretanto como novidade para as novas edições de 2005 em diante, por via da prospecção e conhecimento no meio artístico, principalmente no campo internacional, de espectáculos que encaixam a preceito na filosofia do festival O Gesto Orelhudo. Factor importante é a evolução para uma programação definitivamente intransigente e, portanto, de proposta cada vez mais consistente, na mostra de espectáculos que assumam a fusão artística o mais perto possível da plenitude. Na escassa programação nacional disponível isso verifica-se numa mais convencional e tradicional forma, ou seja: uma companhia de teatro que recorre à música como elemento forte da cena ou uma companhia de música que recorre a métodos de encenação para ligar a performance musical. Já os novos caminhos da interdisciplinaridade, com formatos de fusão nos quais já não é possível distinguir, de entre a música e o teatro, uma disciplina base, são para já quase exclusivo da produção internacional. Em muitos dos casos, a intromissão de recursos do novo circo cimenta essa relação músico-teatral. Da produção nacional, salvo algumas bem conseguidas intromissões da música no teatro ou vice-versa, aspiramos por uma rápida explosão no capítulo assumidamente transdisciplinar, desejando vivamente contribuir com este festival para que se efective o percurso que leve a essa revelação e portanto à promoção da actividade de intérpretes portugueses neste quadro, cada vez mais.
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