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Após dezenas de concertos por todo o ocidente ibérico, Águeda é palco obrigatório!
Concerto especial de “Toques do Caramulo” em Águeda
participação especial de
Orfeão de Águeda e Os Serranos
Reveste-se de carácter único e muito especial o concerto, por demais divulgado, de “Toques do Caramulo” na noite de abertura da Festa de Leitão, em Águeda, a 5 de Setembro. As participações especiais de “Os Serranos” e do “Orfeão de Águeda”, como convidados, encherão o palco e prometem uma dimensão ainda mais arrojada para o aclamado repertório serrano.
Os Serranos cruzarão a sua matriz autêntica com as modinhas recriadas pelo colectivo da d'Orfeu, sendo que grande parte do repertório de “Toques do Caramulo” deriva de recolhas de Francisco Silva, um dos fundadores e impulsionador, juntamente com Manuel Farias, da popular colectividade de Belazaima do Chão.
O Orfeão de Águeda acompanhará a 4 vozes boa parte do alinhamento, dando uma dimensão nova à já de si pujante sonoridade de “Toques do Caramulo”. Os arranjos vocais para o coro, feitos propositadamente para esta ocasião, são assinados por Artur Fernandes e pelo director artístico do Orfeão, Paulo Neto.
Sucedem-se ensaios conjuntos em Belazaima e em Águeda para preparação do concerto de 5 de Setembro. Na sede de Os Serranos, coordenam-se novos passos e cantares, cruza-se a tocata serrana com toques arrojados e deixa-se a autenticidade fundir novas cores. No Teatro de Bolso, alinhavam-se as vozes troantes que hão-de aquecer a louca música da serra e adoçar na polifonia os caprichos harmónicos do instrumental vadio de Luís e companhia.
Com repetidas colaborações recentes, as três associações partilham este novo desafio artístico, agora em torno de “Toques do Caramulo”, uma criação d'Orfeu que, em ano de edição do elogiado CD ao vivo, tem realizado dezenas de concertos por todo o ocidente ibérico, da Galiza ao Algarve. Segue-se Águeda para uma noite muito especial!
Tal só é estranho para os adeptos da equipa visitante, que assistem estúpidos ao espectáculo a que os artistas da bola se prestam nesses momentos de alegria… Já o público da casa não só aplaude como acaba por largar os guarda-chuvas (o futebol é um desporto de inverno) e engrossa a dança que se cria espontânea ao longo do campo. Isto, até que o árbitro apite para a bola ao centro.E tudo recomeça. A bola é lançada em corrida para o extremo-direito que, ali pela zona da tenda 1, dá um nó-cego de mazurka ao adversário que se torna par involuntário de tal bailar. Dali, cruza para a pequena-área, onde a tenda 6 sempre abarrota de gente a fazer muralha para a baliza. O lance é pelo ar para aproveitar uma cabeçada vitoriosa durante a “7 Saltos”. A baliza está à mercê, mas desta vez a bola perde-se pela linha de fundo depois de o fiscal-de-linha ter assinalado indevidamente um feed-back.
O adversário retoma o baile pela outra lateral. A propósito, é usual a descida dos extremos quando os adversários sobem pelo seu corredor, cumprindo os passos de uma “chapelloise” bem ensaiada.
As incidências do baile são agora disputadas junto do quarteto defensivo habitualmente formado pelas tendas 2 a 5, onde predomina a marcação homem-a-homem (na pré-época é treinada com variantes). A táctica de circulação está bastante bem treinada nesta zona do terreno, onde perduram por toda a época desportiva os imaginários sulcos feitos por andançantes de tenda em tenda, facto que acaba por guiar as jogadas de mais fino recorte e, sem que antes alguém tivesse pensado nisso, acabam por conduzir o Carvalhais às suas maiores vitórias.Acho que está na altura de os jornais desportivos começarem a fazer a cobertura do Andanças. É a causa de Carvalhais em Agosto ser caso de estudo.
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